Aos 17 anos, eu estava perdendo minha fé. A ciência parecia provar que Deus não existia. A teoria da evolução dominava meus pensamentos. Mas no dia do meu aniversário tudo mudou. Este é meu testemunho de como o debate entre Criacionismo e Evolucionismo se tornou a batalha que me reconectou com o Criador.
⏱ Tempo de leitura: 5 minutos | 📖 Ideal para: jovens em crise de fé, pais preocupados, cristãos que estudam ciências
Quando a Ciência Me Tirou Deus
Eu tinha 17 anos quando me preparava para o concurso vestibular, em 1986. Sonhava com Odontologia ou Medicina — só me decidi ao certo quando assinalei com um X o formulário de inscrição. Quem é da época sabe: esses cursos eram absurdamente concorridos. Para ser aprovada, era preciso estudar muito. E eu estudei.
Mas, sem perceber, à medida que eu mergulhava nos livros, algo ia sendo arrancado de mim. As convicções que eu tinha sobre a Bíblia iam se dissolvendo. A ciência ensinada na escola não deixava espaço para Deus.
Como a Evolução Destruiu Minha Fé
O golpe mortal veio com a teoria da Evolução de Darwin: por mais que me fizesse mal, eu precisava dominá-la completamente para aprovar no vestibular.
Preciso ser clara: eu nunca rejeitei a Deus. O que aconteceu foi muito pior — eu simplesmente perdi a base para crer.
A Depressão de Quem Perdeu o Chão
Meu ser interior desmoronou. Entrei em profunda depressão. Se Deus não existia, qual o sentido de tudo? Por que eu estava ali? Não havia dimensão espiritual? Era vir a essa terra, sobreviver, procriar e morrer? Éramos apenas matéria e frutos do acaso?
Aquilo era vazio demais para mim.
Quando o Criacionismo Parece Fábula
Eu queria crer. Mas como, se não havia como provar cientificamente? A ciência parecia exigir que eu escolhesse a razão — e eu não tinha outra opção. O criacionismo, de repente, me parecia “estória da carochinha”.
Foi uma escolha amarga, feita em meio a um mar de lágrimas existenciais. Sem rebelião. Dúvida honesta.
O Presente de Deus no Dia do Meu Aniversário
Mas naquele mesmo ano, no dia do meu aniversário, dona Jucira bateu à nossa porta.
Ela trouxe um livro de presente — para o meu irmão. Ela não sabia que era meu aniversário. Mas o Criador de bilhões de estrelas o sabia.
O nome do livro: “Criacionismo x Evolucionismo, Eis a Questão.”
O presente, na verdade, ERA DE DEUS PARA MIM.
Aquele a quem eu duvidava que existia me mostrava, sobrenaturalmente, que não somente existia — mas que Se importava comigo. Que estava cuidando de mim, da minha maior angústia, que eu carregava por meses em segredo. E enviou, naquela hora exata de densa escuridão, exatamente o que eu precisava.
Isso, para mim, foi luz. Foi surpresa. Foi alegria imensa.
Era amor correspondido!
A Promessa que se Cumpriu
Meu irmão não estava em casa. Dona Jucira pediu que eu entregasse o livro.
Antes de entregá-lo, bebi-o de capa a capa — porque eu estava sedenta, e aquelas palavras eram água viva.
| “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede.”
E essa promessa se cumpriu em minha vida até o dia de hoje.
O Que o Livro Me Ensinou Sobre Fé e Ciência
Aquele livro explicava, de maneira clara e respeitosa, que tanto o Evolucionismo quanto o Criacionismo exigiam pressupostos que extrapolavam aquilo que a ciência podia observar diretamente.
Pela primeira vez, compreendi que a questão não era apenas científica. Havia fé envolvida dos dois lados. E havia liberdade para escolher. Isso me era um bálsamo para a alma.
Por Que Escolhi Deus Sem Abandonar a Razão
Então escolhi Deus.
Não porque havia perdido a razão. Mas porque encontrei a base perdida.
Deus não era novo. Era Meu de novo.
A certeza simples que eu tinha na infância voltou — agora acompanhada de reflexão, questionamento e entendimento. Não era uma fé cega. Era uma fé examinada, que havia sobrevivido às perguntas.
Décadas Depois, Minha Sobrinha Vive o Mesmo Drama
Hoje, décadas depois, vejo minha sobrinha exatamente onde eu estava:
Criada no Cristianismo ✔
Brilhante nos estudos ✔
17 anos ✔
Atéia ✔
Não a condeno. Eu a entendo perfeitamente — porque já estive lá.
A Missão: Devolver às Prateleiras o Livro que se Perdeu
Quando conto meu testemunho, pessoas me pedem o livro emprestado. Mas, após tantos anos — e mais ainda por não ter sido nominalmente meu — ele desapareceu. Busquei em todos os guardados mais antigos a xerox que fiz. Busquei na internet. Não há vestígios. Nem publicações semelhantes. Como se ele tivesse cumprido sua missão e partido.
Por isso, hoje, escrevo outro livro.
Para preencher essa lacuna que existe. Para devolvê-lo às prateleiras dos corações vazios. Para corresponder, com gratidão, ao Amor que me alcançou no momento mais escuro. E para conversar com quem está vivendo, agora, as mesmas perguntas que vivi aos 17 anos.
Você Também Tem Dúvidas Sobre Fé e Ciência?
Se você ou alguém que você ama vive essas perguntas — ou se deseja ser avisado sobre o lançamento do livro — deixe seu e-mail nos comentários com a palavra AVISE-ME.
📩 Prometo usá-lo apenas para isso.
| Este artigo foi útil para você? Compartilhe com alguém que talvez precise ler isso hoje.

